Vaso Chinês (Alberto de Oliveira)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Vaso Chinês

Estranho mimo aquele vaso! Vi-o,

Casualmente, uma vez, de um perfumado

Contador sobre o mármor luzidio,

Entre um leque e o começo de um bordado.

Fino artista chinês, enamorado,

Nele pusera o coração doentio

Em rubras flores de um sutil lavrado,

Na tinta ardente, de um calor sombrio.

Mas, talvez por contraste à desventura,

Quem o sabe?... de um velho mandarim

Também lá estava a singular figura.

Que arte em pintá-la! A gente acaso vendo-a,

Sentia um não sei quê com aquele chim

De olhos cortados à feição de amêndoa.


Alberto de Oliveira

16 comentários:

Bárbara Janaína disse...

Bárbara Janaína - 2°E
Vaso chinês Alberto de Oliveira

Para começarmos a falar da poesia, podemos tomar como exemplo o soneto, um dos mais clássicos tipos de poemas , ele é composto por 14 versos, composto por dois quartetos e dois tercetos, vejamos como exemplo essa poesia.
Poesia não se define, lê e identifica a magia e o amor com um vaso chinês... que ele captou por seu amor, com sua visão de poeta. Ele transmite seu amor através dos ramos vermelhos, como sangra seu coração apaixonado. Não se esquecendo de que o poema acima é Parnasiano e sua principal característica é a falta de temas ou ausência de comprometimento social, os parnasianos acreditavam que a arte não deveria ter compromissos, o único e verdadeiro compromisso é artístico, daí ser chamado arte pela arte. Essa característica é tão extrema que os poemas desse período tratam de assuntos considerados irrelevantes. Como a descrição de um vaso, um muro, ou qualquer outro objeto.

Raonir disse...

Raonir Santos 2°F

Soneto que busca falar do universo , se baseando em um objeto de arte.O poeta caracteriza como triste e passional vaso , mostrando um coração doentio.Tendência descritiva e rigor técnico.

. disse...

Destacamos alguns pontos:
-Valorização dos Sonetos: É dada preferência para os sonetos, composição dividida em duas estrofes de quatro versos, e duas estrofes de três versos.
-Descritivismo: Grande parte da poesia parnasiana é baseada em objetos inertes, sempre optando pelos que exigem uma descrição bem detalhada, como a do vazo chinês.
-Arte Pela Arte: A poesia vale por si mesma, não tem nenhum tipo de compromisso, e se justifica por sua beleza.
-Estética/Culto à forma - Como os poemas não assumem nenhum tipo de compromisso, a estética é muito valorizada.

Daniel Barreto 2ºD

ana carolina disse...

Ana Carolina Borges - 2ºF

Pode-se observar neste poema o predomínio da descrição objetiva, o poeta descreve o vaso de forma objetiva, deixando de lado o subjetivismo.
Também há uma característica típica do parnasianismo neste poema, que é o uso e a valorização da descrição de objetos. Há também o descritivismo, em que o poeta opta por objetos inertes, que precisam de uma descrição minuciosa. E as outras características que predominam em todas as poesias, a valorização da métrica e as rimas ricas.

Bianca Menezes disse...

Além das principais características do Parnasianismo (métrica perfeita e riqueza das rimas) nesse poema aparecem outras duas características : o objetivismo (o poeta apresenta as coisas como elas realmente são e acontecem na realidade) e o descritivismo (descrição bem detalhada de algo, no caso do poema escolhido, descrição de um objeto).

Bianca Menezes, 2°F

Marcus Paixão => disse...

O Vaso Chinês, foi uma das composições consagrados de Alberto de Oliveira e nele podemos perceber a descrição detalhadas dos fatos (no caso o vaso e o chinês) e é uma poesia simples, objetiva que envolve sutilmente elementos da natureza

Marcus Paixão 2º E

. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
. disse...

O poema vaso chinês possui uma dinâmica interna, de pertencimento histórico quase nulo, cedendo lugar ao fascínio da mitologia, numa re-criação plenamente imaginativa e inventiva.

Isomar Pires 2º E

. disse...

Pode-se notar no poema de Alberto de Oliveira, características parnasianas como influência da cultura grega, preocupação formal e um vocabulário culto

Edmar Brito 2º E

. disse...

Neste poema podemos perceber os primeiros esboços impressionistas, pois o Parnasianismo fixa o objeto no íntimo, através de um instantâneo, tal a impressão da paisagem do Impressionismo.

Alana Guedes 2º E

Laura disse...

O poeta decreve os objetos em cena detalhadamente, envolvendo elementos da natureza. Usa também rimas ricas e objetivismo, ambras catacterístcas marcantes do parnasianismo. Laura Silveira 2ºF

-André- disse...

O poema evidencia a preferência pelos sonetos, como em todo o movimento parnasianista, a presença de hipérbatos, que dá maior sofisticação ao arranjo das ideias e das palavras no texto. Todavia, a mais marcante das características desse poema é o descritivismo, que se nota bem intenso em todo o poema.

André Luis Melo 2° F

Isaquios disse...

Jéssica,Isaque e Danubia IIºD


nesse poema,uma das características marcantes é o descritismo,em que ele valoriza bastante descrição do objeto, no caso , o vaso chinês.
além da linguagem rebuscada, as rimas, e o objetivismo no qual mostra o poema

Saulo disse...

Saulo Magno - 2º E

Como um dos mais peculiares poetas parnasianos, Alberto de Oliveira refere-se a um presente, que tem a forma de um vaso chinês, neste poema composto por 14 versos, divididos normalmente em quatro estrofes: dois quartetos e dois tercetos.
É notável o preciosismo vocabular, acima de tudo quando o autor se focaliza na descrição dos detalhes, trazendo raras palavras e rimas ricas, característica do parnasianismo. Também é possível perceber o respeito à métrica rigorosa, onde o número de sílabas poéticas deve ser o mesmo em cada verso, com doze sílabas, os mais usados no período.
Não podendo ignorar a arte pela arte, pois a poesia em si faz referências ao comum e no texto é mostrado um interesse pertinente a todos.

yuri mendes disse...

Yuri Mendes 2º E
No soneto o autor relata um vaso chinês, um vaso que pelo argumento do autor é um vaso misterioso mas, que é bonito e que o encantou com seus enigmas pintados sobre ele, pensou em comprar mas, achou que o dono não vendesse.Relatou de forma que o vaso era enfeitado por coisas simples, onde as mesmas o deixava mais deslumbrante ainda.

Márcia Coutinho disse...

Outra característica que merece destaque diz respeito a inversão sintática presente no três primeiros versos:
Estranho mimo aquele vaso! Vi-o,
Casualmente, uma vez, sobre o mármor luzidio de um perfumado contador.

Postar um comentário